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 Formação de Acordes

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ADM Rafael
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Localização : São Paulo

MensagemAssunto: Formação de Acordes   Dom Jul 29, 2007 10:36 pm

Bom, eu vou falar aqui nesse tutorial sobre formação de acordes. Eu pretendo ser bastante claro, e fazer com que todos possam entender sobre formação de acordes. Bom, então vamos ao que interessa!!!!!!

Introdução

Antes de qualquer coisa, pra saber montar ou reconhecer um acorde, é necessário saber algumas coisas primeiro:

Existem 7 notas naturais que são:
C = Dó
D = Ré
E = Mi
F = Fá
G = Sol
A = Lá
B = Si

As notas também podem possuir acidentes, que são chamados de Sustenido (#), e Bemol (b). Vamos conhecer as notas com os acidentes: C, C# ou Db, D, D# ou Eb, E, F, F# ou Gb, G, G# ou Ab, A, A# ou Bb, B, C. Esse é o ciclo completo das notas, onde ela começa num tom, e termina neste mesmo tom, ou seja, na oitava dela mesma.
Mas vale fazer uma observação importante: E# = F, B# = C, Fb = E, Cb = B. Feita a observação, vamos continuar.

A formação de acordes é baseada na escala diatônica. Como tudo na música segue uma lógica, com a escala diatônica não é diferente. A escala diatônica possui uma fórmula que é a seguinte:

I Tom II Tom III Semitom IV Tom V Tom VI Tom VII Semitom VIII

Os números romanos representam as notas. Vamos aplicar a escala diatônica à prática:

Escala diatônica de C (Dó):



Vou dar um exemplo de uma escala diatônica que possui acidentes. Vamos usar a escala de D (Ré), então:



OBS: Semitom é a menor distância entra duas notas, e Tom, é a soma de dois Semitons.

Acho que já deu pra entender sobre escala diatônica né?? Caso você queira saber a escala diatônica das outras notas, é só você pegar a nota que você quiser e seguir a fórmula que eu passei lá em cima.

Intervalos

Bom, agora é fundamental que você saiba sobre os intervalos dos acordes. Os intervalos são as relações que as notas tem entre si, é uma maneira de definir o que uma nota seria das outras, é como se fosse uma forma de determinar um “parentesco” entre elas, como se fossem irmãs, primas e etc...
Segue os intervalos no exemplo de C (Dó):



OBS: É importante dizer que a oitava ou 8° Grau, é a repetição da Tônica, só que mais aguda. No caso, quando ouvimos a expressão: “uma oitava acima”, ou “uma oitava abaixo”, isso significa que você tem que fazer a mesma nota só que uma oitava mais aguda, ou mais grave respectivamente.

Tem alguns intervalos que tem mais afinidade com a tônica do que outros. É o caso da terça (3°), quarta (4°), quinta (5°) e sexta (6°). Se você tocar essas notas juntas, por exemplo, seguindo a tabela acima pegue o C (Tônica), e o E (Terça), ou o C e F (quarta), por exemplo, e toque as duas ao mesmo tempo, e você vai ver que elas se combinam!!! Experimente colocar no Guitar Pro, duas pistas e colocar um dedilhado de C em uma pista, e um dedilhado de E em outra e coloque elas para tocarem juntas e você vai ver que as notas se combinam muito!!
Já não é o caso da Segunda e da Sétima, que não combinam tão bem assim com a tônica. Pode fazer o teste no Guitar Pro pra você ver!!! Melhor ainda seria se você colocasse no Guitar Pro todas a notas da tabela acima, com cada uma em uma pista diferente, ou seja, C, D, E, F, G, A, B, e fosse selecionando o C e mais alguma outra nota pra tocarem juntas, e você vai perceber isso que eu disse.


Tríade

Dada essa pequena introdução, então vamos entrar na formação de acordes mesmo!!! Bom pra começar, é preciso saber que os acordes são basicamente formados por tríades, e como a palavra mesmo já diz, tríade é as três primeiras notas do acorde, e é com essas três notas que você caracteriza o acorde, sendo que as outras notas são apenas a repetição delas mesmas. Existem 4 tipos de tríades, sendo elas: Maior, Menor, Aumentada e Diminuta. As fórmulas dessas tríades são:

Tríade Maior (Acorde maior):

1°, 3° e 5° graus da escala diatônica da nota escolhida. Ex: C = (C, E, G); D = (D, F#, A); E = (E, G#, B) e por aí vai.
Para facilitar a sua vida, tem uma fórmulazinha da tríade maior: I 2T III 1,57 V

Tríade Menor (Acorde menor):

1°, 3b° e 5° graus da escala diatônica da nota escolhida. Ex: Cm = (C, D#, G); Dm = (D, F, A); Em = (E, G, B) e por aí vai.
Para facilitar a sua vida, tem uma fórmulazinha da tríade menor: I 1,5T III 2T V

Tríade Aumentada (Acorde aumentado):

1°, 3° e 5#° graus da escala diatônica da nota escolhida. Ex: C(#5) = (C, E, G#); D(#5) = (D, F#, A#); E(#5) = (E, G#, C) e por aí vai.
Para facilitar a sua vida, tem uma fórmulazinha da tríade aumentada: I 2T III 2T V

Tríade Diminuta (Acorde Diminuto):

1°, 3b° e 5b° graus da escala diatônica da nota escolhida: Ex: C° = (C, D#, F#); D° = (D, F, G#); E° = (E, G, A#) e por aí vai.
Para facilitar a sua vida, tem uma fórmulazinha da tríade diminuta: I 1,5T III 1,5T V

Também existem as tétrades, mas isso eu vou falar um pouco mais pra frente.


Dissonâncias

Como já vimos, os acordes são formados por 1°, 3° e 5°, ou seja, tônica, terça e quinta, embora esses intervalos possam vir acompanhados de acidentes. Mas, e aqueles números que aparecem em alguns acordes, aonde eles entram??? É exatamente aí que entra as dissonâncias, que nada mais é do que esses números. As dissonâncias são todas as demais notas que compõe um acorde, ou seja, tudo que não for 1°, 3° e 5°, é dissonância. Vamos estudar cada uma delas agora!!!

Os números 2 e 4 tiram o 3° grau (terça) do acorde. Exemplo: O acorde C2 é formado por: C2 = C, D, G (1°, 2° e 5°). Ou seja ao invés de 1°, 3° e 5°, foi retirado o 3° e colocado o 2° no lugar dele.
O mesmo acontece com o número 4!!! Exemplo: D4 = D, G, A (1°, 4° e 5°). A mesma coisa aconteceu com o número 4, foi retirado o 3° pra colocar o 4° no lugar dele.

Estes números podem conter + ou – na frente do número, o que aumenta ou diminui um Semitom no número apresentado.
Ex: C2- = C, Db, G (1°, 2b°, 5°). Ou então pode ser um D4+ por exemplo: D4+ = D, G#, A (1°, 4#°, 5°).

OBS: Pode acontecer de esses acordes virem com um prefixo no número que é a sigla “sus“, só que isso não muda nada. Ex: Csus2 = C2; Dsus4 = D4.
OBS2: Somente a sigla “sus” significa 4. Ex: Csus = C4.

O número 5 pode ser duas coisas. Somente o nome do acorde e o número 5 (exemplo: A5) significa a retirada do 3° do acorde. Exemplo: A5 = A, E (1° e 5°) Como vimos no exemplo, a nota acompanhada com o 5, retira o 3° do acorde, deixando apenas o 1° e 5°. Esse tipo de acorde é uma técnica muito usada em guitarras com distorção. O nome dessa técnica é “Power Chord”.
O número 5 também pode ser seguido de + ou -, fazendo com que seja acrescentado ou diminuído um Semitom no 5°. Exemplo: C5+ = C, E, G# (1°, 3°, 5#°). Neste exemplo, foi aumentado um Semitom no 5°. Outro exemplo: D5- = D, F#, Ab (1°, 3°, 5b°). Neste outro exemplo foi diminuído um semitom no 5°.

O número 6 serve pra acrescentar o 6° no acorde. O número 6 também pode vir acompanhado de + ou -, o que acrescenta ou diminui um semitom no 6° grau. Ele age da mesma forma que nos exemplos acima, mas eu vou dar um exemplo, só pra num ficar dúvida nenhuma. Ex: C6 = C, E, G, A (1°, 3°, 5°, 6°). Pelo exemplo da pra ver que a única coisa que aconteceu foi o acréscimo do 6° ao acorde. Outro exemplo: C6- = C, E, G, Ab (1°, 3°, 5°, 6b°). Neste exemplo foi diminuído um Semitom no 6°.


O número 7 é um tanto curioso, e pode confundir a sua cabeça, se você num prestar bastante a atenção. Na verdade o número 7 representa o acréscimo do 7° grau no acorde. Só que na verdade, num é o 7° grau que este número acrescenta, e sim o 7b°.
O número 7 pode vir acompanhado por um “m”, que não altera nada, ou pode vir acompanhado por um “M”, fazendo assim com que ele vá para o 7° de verdade. Exemplo: C7 = C, E, G, Bb (1°, 3°, 5°, 7b°). Neste exemplo o 7° é bemol, porque ele não tem o M pra fazer com que ele vá para o 7° de verdade. Já no exemplo a seguir, é o 7° mesmo. Veja só: D7M = D, F#, A, C# (1°, 3°, 5°, 7°). Já neste exemplo, por causa da presença do M no acorde, o 7° NÃO é bemol.
Os acordes com sétima, são os chamados Tétrades. Tétrades nada mais são do que a tríade com o 7°grau acrescentado.

OBS: C7 é o mesmo que C7m, por exemplo. Mas isso se aplica a todas as outras notas com 7.
OBS2: Lembre-se que estes acordes são montados sempre em cima da escala diatônica, então quando você for montar um acorde, ou até mesmo enquanto estiver lendo esse tutorial, é de suma importância que você tenha a escala diatônica de todas as notas em mãos!!!!

Depois do número 7, as notas começam a se repetir, onde 1° = 8°, 2° = 9, 3° = 10 e assim por diante. Os números 9, 11 e 13 entram aqui!!! Os números 9, 11 e 13 só entram no acorde pra acrescentar um novo grau ao acorde. Eles NÃO fazem substituições como no caso do número 2 e 4. Esses números também podem ter o sufixo + ou – aumentando ou diminuindo o seu valor em 1 Semitom, do mesmo modo como nos números anteriores. Então por causa disso eu não vou entrar a fundo em cada um desses números. Eu só vou falar por cima sobre eles, já que eles não têm nenhum segredo.
Exemplos: D13 = D, F#, A, B (1º, 3º, 5º e 13º), E11 = E, G#, B, A (1º, 3º, 5º e 11º), C9 = C, E, G, D (1º, 3º, 5º e 9º).
Como eu disse, eles podem ter um + ou – na frente do número. Exemplo: D13- = D, F#, A, Bb (1º, 3º, 5º e 13bº), E11+ = E, G#, B, A# (1º, 3º, 5º e 11#º)

OBS: Pode ser que os acordes com o número 9, 11 e 13 possam vir com um “add” escrito na frente, mas isso não muda nada!!!

Inversão

Pra terminar (eeebbbaaaa... auihAIUhAUIhA Very Happy Very Happy ), os acordes podem conter inversões. As inversões são mostradas nas cifras por uma “/” (barra) separando duas notas. A inversão no acorde, serve pra alterar o baixo da nota. Exemplo: A/E. Neste acorde, você faz um lá normal mesmo, só que tocando o baixo na corda E (Mizona), assim como na figura:



Tem outros exemplos bem comuns como: D/F# e G/B. Só que como eu estou cansado e com preguiça, então eu não vou colocar a figura desses acordes Very Happy . Se vocês quiserem, podem dar uma olhada no dicionário de acodes que tem aqui no site. É só ir na página inicial do cifras e entrar lá pra ver certinho. Wink
Quando esses acordes com inversão forem feitos em um único instrumento, então é necessário fazer com que a nota mais grave tocada seja o baixo. Mas quando você estiver tocando em uma banda por exemplo, que tenha alguém tocando Contra Baixo, então você pode fazer o acorde normal mesmo, sem a inversão, e deixar que o Contra Baixista faça a inversão no Contra Baixo.

OBS: Só que tem uma coisa importante!!!

No caso da Inversão de acorde, o baixo (nota mais grave) precisa fazer parte da tétrade (Tônica, 3, 5 e sétima) do acorde para ser considerada realmente uma inversão!!! Por exemplo, não existe o acorde G/A, porque o A é a segunda de G. Nesse caso, não estaríamos falando de uma inversão de acorde (G/A), mas de uma dissonância do acorde de A, no caso seria um A4/7(9).

Na verdade a nota mais grave do acorde é a tônica, porém, quando a tônica deixa de ser a nota mais grave, então o acorde é considerado invertido. Se pegarmos a Tônica do acorde e colocarmos ela uma oitava acima, então passaremos a ter a Terça do acorde como o baixo do acorde. Se repetirmos o processo, e colocarmos a Terça do acorde uma oitava acima passaremos a ter a Quinta do acorde como o baixo. E se colocarmos a Quinta uma oitava acima, então teremos o acorde na sua forma original novamente, porém, com uma oitava acima. A melhor forma de entender isso é vendo essa figura. Essa figura eu peguei do site GuitarX, pois achei que ela é a melhor forma de entender isso que eu acabei de dizer. Observe:

No entanto, sempre é bom lembrar que, por influência do Blues e por convenção para facilitar a leitura e improvisação dos acordes, eles são grafado, ainda que erroneamente, segundo alguns doutrinadores, da forma como vimos como errada (G/A). Mas isso é pura convenção extraoficial, ainda aparecendo como escritas alternativas de acordes.



Conclusões e observações finais

Bom, mas espero ter ajudado vocês a entenderem sobre a formação de acordes. É sempre bom lembrar que a melhor forma de conseguir montar um acorde de cabeça é o treino. Quanto mais vocês treinarem montar esses acordes, mais rápido vocês vão monta-los. E lembrem-se também, que é fundamental que vocês conheçam a escala diatônica de todos os tons muito bem, pra conseguir montar esses acordes.

Observações Finais:

Para entender bem sobre formação de acordes, é bom que você releia este tutorial novamente, pois assim, na segunda vez que você ler, você irá entender coisas que não entendeu ou não percebeu quando leu pela primeira vez.

Pode acontecer de algumas cifras aparecerem com um omit.Isso significa que será omitido algum de seus elementos básicos. Exemplo: C9(omit3). Neste caso é um C9 omitindo a terça do acorde.
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