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 Campo Harmônico

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ADM Rafael
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Localização: São Paulo

MensagemAssunto: Campo Harmônico   Seg Jul 30, 2007 3:18 pm

Campo Harmônico

Bom, devido ao grande numero de pessoas que acessam esse site em busca de conteúdo musical, gostaria de contribuir com todos falando-lhes de campo harmônico...

Para começarmos a entender sobre o assunto precisamos ter em mente a regra de tons e semitons. Assim, sendo gostaria de começar pela Escala maior Natural, para entendermos o Campo harmônico maior e em seguida a Escala menor natural.Recapitulando os tons e semitons na escala maior.

Gostaria de usar como exemplo a escala maior natural de C, porque além de ser perfeita por não possuir acidentes é a partir dela que podemos entender para construirmos as outras escalas. Sua formação:



Entre o C e o D: 1 tom
Entre o D e o E: 1 tom
Entre o E e o F: 1/2 tom
Entre o F e o G: 1 tom
Entre o G e o A: 1 tom
Entre o A e o B: 1 tom
Entre o B e o C: 1/2 tom

Representando a Escala de C na tablatura.

Código:
E-------------------------3-5-7---
B-------------------3-5-6---------
G-------------2-4-5---------------
D-------2-3-5---------------------
A---3-5---------------------------
E---------------------------------


A partir daí observando a regra dos tons e semitons na escala maior podem começar a introduzir o campo harmônico.

Campo harmônico maior


O campo harmônico maior é formado pela seguinte regra:

Primeiro grau será sempre maior, lembrando que o primeiro grau é a Tonica

Segundo grau será sempre menor, o segundo grau é a sobre tonica

Terceiro grau será sempre menor, o terceiro grau a mediante

Quarto grau será sempre maior, o quarto grau a subdominante

Quinto grau será sempre maior, o quinto grau a dominante

Sexto grau será sempre menor, o sexto grau a sobredominante

E o sétimo grau será sempre diminuto, e o sétimo a sensível.

A partir das informações cedidas até agora vamos montar o campo harmônico de C:
PRIMEIRO GRAU MAIOR CM
DO PRIMEIRO PARA O SEGUNDO GRAU 1 TON

SEGUNDO GRAU É MENOR: Dm
SEGUNDO PARA O TERCEIRO GRAU 1 TON

TERÇEIRO GRAU MENOR: Em
TERCEIRO PARA QUARTO GRAU ½ TON


QUARTO GRAU MAIOR: FM
QUARTO PARA QUINTO GRAU 1 TON

QUINTO GRAU MAIOR: GM
QUINTO PARA SEXTO GRAU 1 TON

SEXTO GRAU MENOR: Am
SEXTO PARA SETIMO GRAU 1 TON

SÉTIMO GRAU DIMINUTO ou m(b5): Bº ou Bm(b5), no caso voltaríamos de Bº ou Bm(b5) para C que é ½ ton.

Assim temos o campo começando em C e terminando em C:

C Dm Em F G Am Bº C

Exemplificando novamente vamos criar o campo harmônico de G:

PRIMEIRO GRAU MAIOR GM
DO PRIMEIRO PARA O SEGUNDO GRAU 1 TON

SEGUNDO GRAU É MENOR: Am
SEGUNDO PARA O TERCEIRO GRAU 1 TON

TERÇEIRO GRAU MENOR: Bm
TERCEIRO PARA QUARTO GRAU ½ TON

QUARTO GRAU MAIOR: CM
QUARTO PARA QUINTO GRAU 1 TON

QUINTO GRAU MAIOR: DM
QUINTO PARA SEXTO GRAU 1 TON

SEXTO GRAU MENOR: Em
SEXTO PARA SETIMO GRAU 1 TON

SÉTIMO GRAU DIMINUTO ou m(b5): F#o ou F#m(b5) ½ tom

Assim temos o campo harmônico de G:

G Am Bm C D EM F#º G

Vou colocar os campos maiores, mais o interessante é você monta-los e depois só confira pra ver se estão certos.

Campos:




Campo harmônico menor:
Porem, antes gostaria de lembrar a regra dos intervalos de tom e semitons na escala menor de C, Na escala menor natural podemos achar o seguinte padrão em relação à distância entre os graus: tom, ½ tom, tom, tom, ½ tom, tom, tom.
Bom, vamos montar a escala de Cm:

Entre o C e o D: 1 tom
Entre o D e o Eb: 1/2 tom
Entre o Eb e o F: 1 tom
Entre o F e o G: 1 tom
Entre o G e o Ab: 1/2 tom
Entre o Ab e o Bb: 1 tom
Entre o Bb e o C: 1 tom

Assim a escala menor de C fica:

C D Eb F G Ab Bb C

Agora vamos representá-la na tablatura:


Código:
E-----------------------3-4-6-8-
B-----------------3-4-6---------
G------------1-3-5--------------
D------1-3-5--------------------
A--3-5--------------------------
E-------------------------------

Essa é uma das várias maneiras de faze-la.

A partir das informações de tons e semitons na escala menor podemos começar a estudar o campo harmônico menor.

Formação:

PRIMEIRO GRAU MENOR Cm
DO PRIMEIRO PARA O SEGUNDO GRAU 1 TON

SEGUNDO GRAU É DIMINUTO OU m(5b): Dº ou Dm(5b)
SEGUNDO PARA O TERCEIRO GRAU 1/2 TON

TERÇEIRO GRAU MAIOR: D#
TERCEIRO PARA QUARTO GRAU: 1 TON

QUARTO GRAU MENOR: Fm
QUARTO PARA QUINTO GRAU 1 TON

QUINTO GRAU MENOR: Gm
QUINTO PARA SEXTO GRAU 1/2 TON

SEXTO GRAU MAIOR: G#
SEXTO PARA SETIMO GRAU 1 TON

SÉTIMO GRAU MAIOR:B1 TON

Sendo assim o campo fica assim:

Cm Dº D# Fm Gm G# B

Ou

Cm Dm(b5) Eb Fm Gm Ab B

Exemplificando novamente com o campo de G:

PRIMEIRO GRAU MENOR Gm
DO PRIMEIRO PARA O SEGUNDO GRAU 1 TON

SEGUNDO GRAU É DIMINUTO OU m(5b): Aº ou Am(5b)
SEGUNDO PARA O TERCEIRO GRAU 1/2 TON

TERÇEIRO GRAU MAIOR: A#
TERCEIRO PARA QUARTO GRAU: 1 TON

QUARTO GRAU MENOR: Cm
QUARTO PARA QUINTO GRAU 1 TON

QUINTO GRAU MENOR: Dm
QUINTO PARA SEXTO GRAU 1/2 TON

SEXTO GRAU MAIOR: D#
SEXTO PARA SETIMO GRAU 1 TON

SÉTIMO GRAU MAIOR:F#1 TON

Sendo assim o campo fica:

Gm Aº A# Cm Dm D# F#

Ou então

Gm Aº Bb Cm Dm Eb F#

Agora vou postar os campos para facilitar, mais o interessante é que você tente montar o campo. E depois apenas confere para ver se esta correta:

Campos menores:



TONALIDADE E TOM:

Filosoficamente falando, existe diferença entre tonalidade e tom. Tonalidade é um sistema de sons baseado em quatro escalas: maior natural, menor natural, menor harmônica e menor melódica. É esse sistema de sons que usamos para dar as músicas uma sensação de harmonia. Já o tom é a altura onde se realiza a tonalidade, por exemplo: tom de dó menor. Mas citei essa diferença apenas por curiosidade. Na prática, não existe essa distinção e tonalidade e tom são termos usados com o mesmo sentido.

ACORDES DIATÔNICOS:

Já foi mostrado que determinados graus são menores, outros maiores, diminutos, etc. Mas por que isso acontece? Porque um grau que é menor não pode ser maior, ou alguma outra coisa? Isso acontece porque os acordes são construídos diatonicamente sobre cada um dos graus da escala. Um acorde diatônico é um acorde que, na sua formação, só possui notas pertencentes à tonalidade. Para exemplificar, usarei a escala maior natural de dó e seu respectivo campo harmônico.

Escala de dó maior:
Dó, Ré, Mi, Fá, So,l Lá, Si, Dó

Campo harmônico de dó, ou tríades construídas diatonicamente sobre os sete graus da escala de dó maior:

C, Dm, Em, F, G, Am, Bm(5b)

Agora, vamos desdobrar cada um desses acordes nas notas que fazem parte de sua formação:

C= dó mi sol
Dm= ré fá lá
Em= mi sol sí
F= fá, lá, dó
G= sol, sí, ré
Am= lá, dó, mi
Bm(5b)= sí, ré, fá.

Como podemos ver, todas as notas que fazem parte dos acordes da tonalidade de dó maior são encontradas na escala maior de dó. Por isso, se transformássemos o II grau, Dm, em D, já não seria um acorde diatônico, pois o acorde D contém em sua formação a nota fá#, que não pertence a tonalidade de dó.

TÉTRADES DIATÔNICAS FORMADAS SOBRE OS GRAUS DA ESCALA MAIOR:

Da mesma forma que podemos forma tríades sobre cada um dos graus da escala, podemos também formar tétrades. A formação das tétrades diatônicas obedece à mesma regra das tríades: todas as notas de sua formação devem fazer parte da tonalidade. Nesse caso, temos:

Os graus I e IV são maiores com sétima maior. Os graus II, III e VI são menores com sétima. O V, maior com sétima, e o VII, menor com sétima e quinta diminuta (também chamado de acorde “meio diminuto”).

Sempre usando dó como exemplo, ficaria:

C7M, Dm7, Em7, F7M, G7, Am7, Bm7(b5).

TÉTRADES DIATÔNICAS FORMADAS SOBRE OS GRAUS DA ESCALA MENOR NATURAL:

Os graus I, IV e V são menores com sétima. O II, menor com sétima e quinta diminuta. Os graus III e VI são maiores com sétima maior, e o VII, maior com sétima.
Ex:

Cm7, Dm7(b5), Eb7M, Fm7, Gm7, Ab7M, Bb7.

Agora, vou apresentar as outras duas escalas que compõem o sistema de sons que chamamos de tonalidade: a escala menor harmônica, e a escala melódica.

ESCALA MENOR HARMÔNICA:

Obedece aos seguintes intervalos: entre os graus II e III, V e VI e VII e VIII, intervalo de semitom. Entre os graus VI e VII, intervalo de tom e meio. Entre os demais graus, intervalo de tom.
Ex:

Dó, ré, míb, fá, sol, láb, sí, dó

ESCALA MELÓDICA:


Existe uma pequena diferença entre a escala melódica clássica, e a escala melódica real, mas não é necessário falar sobre isso para a compreensão desse assunto. Fica desde já entendido que, quando me refiro a escala melódica nesse texto, estou me referindo à escala melódica real.

Na escala melódica, temos intervalo de semitom entre os graus II e III e VII e VIII. Os graus restantes são separados por intervalo de tom.
Ex: dó, ré, míb, fá, sol, lá, sí, dó

Agora que vimos à formação dessas duas novas escalas que fazem parte do sistema dos Campos Harmônicos, vamos ver como construir tríades e tétrades diatônicas sobre seus respectivos graus.

TRÍADES E TÉTRADES DIATÔNICAS SOBRE OS GRAUS DA ESCALA MENOR HARMÔNICA.

No caso das tríades, os graus I e IV são menores; os graus II e VII são menores com quinta diminuta*, os graus V e VI são maiores, e o III é maior com quinta aumentada.
Ex:
Cm, Dm(5), Eb(#5), Fm, G, Ab, Bm(b5)

*: normalmente, são chamados de diminutos. Mas como a tríade diminuta tem pouco uso prático, e normalmente quando se fala em “acorde diminuto” se inclui também a sétima diminuta, vou me referir nesse texto às tríades diminutas como “menores com quinta diminuta” para evitar confusão com as tétrades.

No caso das tétrades, o grau I é menor com sétima maior; o II é menor com sétima com quinta diminuta; o III é maior com sétima maior e quinta aumentada; o IV é menor com sétima, o V é maior com sétima, o sexto maior com sétima maior, e o sétimo, diminuto.
Ex:

Cm(7M), Dm7(b5), Eb7M(#5), Fm7, G7, Ab7M, Bdim.

TRÍADES E TÉTRADES DIATÔNICAS SOBRE OS GRAUS DA ESCALA MELÓDICA:

Para as tríades, os graus I e II são menores; o III é maior com quinta aumentada; os graus IV e V são maiores, e os graus VI e VII, menores com quinta diminuta.
Ex:
Cm, Dm Eb(#5), F, G, Am(b5) e Bm(5b).

Para as tétrades, o grau I é menor com sétima maior; o II menor com sétima; o III maior com sétima maior e quinta aumentada, os graus IV e V são maiores com sétima, e os graus VI e VII são menores com sétima e quinta diminuta.
Ex:
Cm(7M), Dm7, Eb7M(#5), F7, G7, Am7(b5), Bm7(5b)



CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Este pequeno texto não é de forma alguma um tratado sobre o assunto, é apenas um complemento para facilitar e ampliar a compreensão de quem, assim como eu, está estudando esse assunto. Espero ter atingido o objetivo, e ter sido suficientemente claro. Sugiro que exercitem bastante, e partir dos exemplos construam as escalas citadas acima em todas as tonalidades, e depois façam o mesmo com as tríades e as tétrades.

Tudo que aqui escrevi aprendi no livro Harmonia e Improvisação vol. I, de Almir Chediak, editora Lumiar.

_________________
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Ta Redondo???

Yeah!!! Yeah!!!

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